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"Dobbiamo civilizzare il mercato"

"Dobbiamo civilizzare il mercato"

pubblicato nel Blog dell'Istituto Humanitas Unisinos

110530_Zamagni_02Il messaggio lasciato dal Prof. Stefano Zamagni  nelle due ore di conferenza sull'Economia di Comunione nel suo intervento all'Unisinos nella serata del 30 maggio scorso, non è a favore del capitalismo o delle aziende capitalistiche: "Siamo noi quelli che devono civilizzare il mercato e non lasciare che questo ci detti le regole", ha concluso. Per arrivare a questa conclusione, Zamagni non ha percorso le teorie economiche, ne quelle più semplici o nè più complesse, ma è partito da esempi concreti per il pubblico interessato.

Per capire come sia stato possibile che la società permettesse l'attuale scenario del mercato finanziario, il prof.Zamagni non si è servito di teorie congiunturali, gli è bastato l'esempio di un gruppo di suore francescane di New York e del suo nipotino di appena otto anni.

Articolo originale (in portoghese)

Um grupo de irmãs franciscanas de uma comunidade de Nova Iorque (EUA), no ano passado, resolveu comprar 0,5% de ações de quatro grandes empresas de seu país. Em fevereiro deste ano, quando essas empresas organizaram suas assembleias anuais com os acionistas, lá estavam elas prontas para questionar, o que é um direito garantido de todos os que têm ações de uma determinada empresa, tais corporações sobre seus métodos de trabalho.

Perguntaram elas: É verdade ou não que esta nossa empresa faz trabalhar crianças nos países como Paquistão e Índia? É verdade ou não que essa nossa empresa destrói o meio ambiente? Tal atitude incomodou os diretores, mas alertou para a necessidade e possibilidade da existência de uma intervenção legal e importante na economia. “Isso é investimento ético. Não é para obter lucro, mas para usar como um instrumento do mercado e fazer perguntas para de fato mudar a lógica da operação das finanças”, destacou Zamagni.

Não é preciso ser economista para saber que o mercado das commodities é caracterizado pelo monopólio, diz Zamagni. Se há monopólio, há, portanto, mono-opções e isso, lembra ele, impõe a condição da não sobrevivência. Para mudar tal situação não é preciso estar contra o mercado. Alias, foi exatamente o contrário o que as irmãs franciscanas fizeram. Elas entraram no seio do mercado, usando de seus meios para, então, tentar mudar a lógica, ou pelo menos questionar o modo como ele se dá hoje.

Nesse sentido, Zamagni lembra que hoje 20% de todos os movimentos de capital são feitos através dessa ideia de finança ética. “É preciso entender a lógica do mercado e transformá-la desde dentro.

Há três tipos de pessoas que, dependendo da sua distribuição entre as populações, podem então mudar o modelo econômico vigente. São estes: os anti-sociais, ou seja, os invejosos, aqueles que só estão contentes quando vêem que os outros estão mal; os associais são aqueles que não fazem nem bem nem mal, só se preocupam consigo mesmo; e, por fim, os pró-sociais que são aqueles que entenderam o que é o bem comum e, além de estarem bem, querem fazer bem aos outros. “O desenvolvimento de um país depende disso. Não depende dos recursos naturais, quem diz isso é mentiroso. Depende, sim, do percentual dos tipos pró-sociais e associais”, indicou.

Para entender o mundo hoje e a sustentação da lógica capitalista, Zamagni fez a plateia entender ainda quais são os principais paradoxos da nossa sociedade. O primeiro é o aumento da desigualdade. Nesse sentido, o italiano no lembra a fala da professora Lena Lavinas que falou sobre Renda Básica de Cidadania na última semana. Os dois apontaram que a pobreza no mundo diminui porque a renda mundial aumentou, no entanto a desigualdade social aumentou.

“É preciso desvincular a ideia de que os dois crescem ou diminuem juntos”, alertou. Aumentando a desigualdade, aumenta-se as diferenças e as distâncias entre os grupos na sociedade e isso fato gerador de guerra civil. “Um grupo volta-se contra o outro quando as distâncias econômicas aumentam”, afirmou.

O segundo paradoxo fala das diferenças entre felicidade e renda. “No passado, os economistas estadunidenses nos disseram que se a renda aumentasse, todos estariam melhores, mais felizes. Durante séculos seguimos pensando que o dinheiro traz felicidade. Essa tese se revelou mentirosa”, declarou Zamagni. É, por isso, que hoje se mede, com parâmetros subjetivos e objetivos, a felicidade dos povos. E nos países ocidentais o resultado dessa pesquisa é desastroso: a cada ano a felicidade tem diminuído. “Somos menos felizes porque produzimos muita mercadoria. Os jovens de hoje questionam: que sentido tem produzir mais se, no final, seremos menos felizes? A utilidade se confundiu com felicidade. No entanto, a felicidade depende dos bens relacionais, das relações interpessoais. Isto vale para a família, a escola e o trabalho”, teorizou.

Aí entra em cena o neto de Zamagni. O avô lembra que, certa vez, perguntou ao neto: você se diverte na escola? Isso porque, lembra o italiano que, na Grécia antiga, a escola era tida como o lugar das relações e do divertimento. O neto, na ocasião do questionamento, olhou a irmã, os pais, como se buscasse uma razão e um sentido para pergunta do avô, porque para ele, a escola de hoje, definiticamente, não é o local da diversão, mas sim o da competição. Por fim, o neto respondeu: “O vô ficou louco!”

A escola atual, alerta Zamagni, serve apenas para alimentar os comportamentos anti-sociais, é um espaço onde não somos reconhecidos pelo que somos, apenas pelo o que fazemos, gerando uma epidemia de estresse psicológico.

O terceiro paradoxo está na ideia de separação da esfera do mercado e democracia. Pois, segundo o professor, as regras de mercado não têm que ser fixadas pelo mercado, mas pela democracia que é o local de participação dos povos que decidem quais são as finalidades a serem perseguidas. “Dar ao mercado o poder de autoreferência é dar sinal verde aos problemas sociais, porque, para o mercado, o racional é ser anti-social”, apontou.

 

Stefano Zamagni finaliza a conferência com uma lição: “a virtude contagia mais do que o vício”. Portanto, civilizar o mercado é um desafio, mas é também o objetivo.

 

A conferência que Stefano Zamagni era intulada Economia de Comunhão e outras formas de Economia Social: Limites, Possibilidades e Perspectivas e foi uma promoção do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

 

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