{"id":6227,"date":"2020-05-30T18:56:01","date_gmt":"2020-05-30T16:56:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.net-one.org\/o-webinar-virusdeathfiction\/"},"modified":"2023-01-16T22:21:57","modified_gmt":"2023-01-16T21:21:57","slug":"o-webinar-virusdeathfiction","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.net-one.org\/pt-pt\/o-webinar-virusdeathfiction\/","title":{"rendered":"O webinar VirusDeathFiction"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.net-one.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Virus-DeathFiction.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-5125\" width=\"390\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/www.net-one.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Virus-DeathFiction.webp 600w, https:\/\/www.net-one.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Virus-DeathFiction-300x300.webp 300w, https:\/\/www.net-one.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Virus-DeathFiction-150x150.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/figure>\n<p>30.05.2020<\/p>\n\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O tratamento medi\u00e1tico da morte esteve no centro do <\/span><\/i><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dXjlP19B0kY&amp;t=172s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">segundo webinar internacional<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\"> do ciclo \u201cInforma\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o na hora da Covid-19\u201d, promovido e organizado pela NetOne em colabora\u00e7\u00e3o com o <\/span><\/i><a href=\"https:\/\/www.sophiauniversity.org\/it\/sophia-global-studies\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Sophia Global Studies<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/i><\/a><\/p>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Covid-19 trouxe o arqu\u00e9tipo da morte de volta ao centro da cena humana. Como podemos analisar a representa\u00e7\u00e3o da morte na \u00e9poca do coronav\u00edrus? A eutan\u00e1sia \u00e9 sempre atual? Como \u00e9 representada a velhice, a categoria mais afetada pelo v\u00edrus? E como \u00e9 levado em conta a marginalidade, a cultura do descart\u00e1vel, o mito da efici\u00eancia? Jornalistas, videomakers e comunicadores adaptaram suas narrativas ao novo momento hist\u00f3rico? Estas s\u00e3o as quest\u00f5es examinadas em 30 de maio de 2020 por <\/span><b>Erik Hendriks<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, produtor belga de cinema e televis\u00e3o, <\/span><b>Regina Udalor<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, diretora e videomaker nigeriana radicada na Noruega, <\/span><b>Isabela Reis<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, produtora cultural brasileira, <\/span><b>Guy Constant Ehoumy<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, jornalista do Benin e <\/span><b>Elena Granata<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, professora italiana, com a modera\u00e7\u00e3o do jornalista e membro da comiss\u00e3o internacional do NetOne <\/span><b>Maddalena Maltese<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n\n<p>\u201c\u00c9 um momento imposs\u00edvel de dizer\u201d, segundo a professora Granata. \u201cPorque tudo teve seu reverso. Todo mal teve seu bem. Cada loucura, sua normalidade&#8221;.&#13;\n<\/p>\n\n<p>A professora ficou impressionada com a &#8220;unidirecionalidade da comunica\u00e7\u00e3o&#8221; do Estado e da imprensa, que fez &#8220;muito mal \u00e0s crian\u00e7as e jovens&#8221; e atingiu &#8220;os idosos sozinhos em suas casas&#8221;, pelo &#8220;s\u00fabito sil\u00eancio das varandas&#8221;, onde as pessoas come\u00e7aram a cantar, compartilhar palavras e emo\u00e7\u00f5es com os vizinhos, para expressar sua esperan\u00e7a, solidariedade&#8230;&#8221; A certa altura, essas imagens foram obscurecidas e silenciadas pelas das mortes. J\u00e1 n\u00e3o se tolerava \u201cque se pudesse cantar nas varandas e enterrar os mortos, tornar-se solid\u00e1rio com os vizinhos e dedicar-se aos doentes no hospital\u201d. A professora sublinhou que na It\u00e1lia os hospitais \u201ctentaram salvar a todos, absolutamente todos, os jovens e os maiores de noventa anos\u201d. &#8220;Nem sempre conseguimos, mas foi um sentimento civil compartilhado&#8221; que reafirmou o tra\u00e7o corporativo distintivo da conviv\u00eancia intergeracional e o valor de cada vida.&#13;\n<\/p>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Erik Hendricks contou uma hist\u00f3ria de trabalho com forte carga humana, pela qual o p\u00fablico recebeu a mensagem: <\/span><b>\u201c\u00e9 poss\u00edvel morrer sem dor mesmo sem eutan\u00e1sia\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, oposta at\u00e9 a v\u00e9spera da transmiss\u00e3o pelo lobby pr\u00f3-eutan\u00e1sia. Durante o per\u00edodo de pandemia, os suic\u00eddios e a eutan\u00e1sia entraram em colapso na B\u00e9lgica e na Holanda. O produtor relatou uma conversa com um jovem estudante. \u201cEle disse que muitos alunos de sua gera\u00e7\u00e3o se sentem muito respons\u00e1veis \u200b\u200bpelos idosos. Seguem \u00e0 risca as regras impostas pelas autoridades, para n\u00e3o correr o risco de infectar algum idoso, que &#8216;poderia ser minha av\u00f3&#8217;. E outro aluno acrescentou: <\/span><b>&#8216;Meus av\u00f3s n\u00e3o vivem mais, mas os idosos s\u00e3o importantes demais para deix\u00e1-los ir&#8217;.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Fiquei impressionado com essas declara\u00e7\u00f5es dos jovens. D\u00e3o esperan\u00e7a para o futuro\u201d, concluiu.<\/span><\/p>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O jornalista beninense Guy Constant Ehoumi explicou que na \u00c1frica, onde a morte n\u00e3o costuma ser comentada na m\u00eddia, por respeito, tem havido mais \u00eanfase no n\u00famero de infectados e curados. A popula\u00e7\u00e3o em geral \u00e9 tratada com medicamentos naturais, mas as estrat\u00e9gias das empresas farmac\u00eauticas n\u00e3o levam em conta os tratamentos tradicionais e visam a comercializa\u00e7\u00e3o exclusiva de medicamentos laboratoriais. A produtora Regina Udalor corraborou: \u201cna Nig\u00e9ria e na \u00c1frica em geral, <\/span><b>a morte de pessoas com mais de 80 anos \u00e9 chamada de &#8216;celebra\u00e7\u00e3o da vida&#8217;\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, e ocorre de forma elaborada e ao longo de v\u00e1rios dias. Ela est\u00e1 convencida de que depois da Covid, mesmo na \u00c1frica, a morte come\u00e7ar\u00e1 a ser mais representada &#8211; que sempre <\/span><b>foi tratada com muito respeito e delicadeza<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; na produ\u00e7\u00e3o audiovisual, cuja abordagem nesse campo est\u00e1 destinada a mudar para sempre. Nesse per\u00edodo, foram feitos clipes animados e outros produtos audiovisuais educativos sobre a Covid para crian\u00e7as e p\u00fablico em geral.<\/span><\/p>\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;A riqueza e exuber\u00e2ncia do Rio de Janeiro s\u00e3o conhecidas em todo o mundo, assim como a pobreza e as enormes disparidades sociais.&#8221; No Rio, Isabela Reis cria projetos culturais utilizando imagens e t\u00e9cnicas cinematogr\u00e1ficas para explorar o potencial j\u00e1 existente na periferia. Ele afirma que as diferen\u00e7as sociais se agravaram na pandemia: a taxa de cont\u00e1gio da popula\u00e7\u00e3o negra e dos moradores de bairros marginais \u00e9 significativamente maior do que a da popula\u00e7\u00e3o branca. Tamb\u00e9m porque nas favelas \u201co isolamento social e as medidas de higiene adequadas s\u00e3o praticamente imposs\u00edveis\u201d. Nesse contexto, pela primeira vez, um grupo de artistas do maior sub\u00farbio marginalizado da cidade surpreendeu o p\u00fablico com seu talento por ocasi\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o no prestigiado MAR (Museu de Arte do Rio).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>30.05.2020 O tratamento medi\u00e1tico da morte esteve no centro do segundo webinar internacional do ciclo \u201cInforma\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o na hora da Covid-19\u201d, promovido e organizado pela NetOne em colabora\u00e7\u00e3o com o Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Sophia Global Studies. A Covid-19 trouxe o arqu\u00e9tipo da morte de volta ao centro da cena humana. 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