{"id":6236,"date":"2020-05-09T00:36:08","date_gmt":"2020-05-08T22:36:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.net-one.org\/webinario-virusinfosphere\/"},"modified":"2023-01-16T22:35:49","modified_gmt":"2023-01-16T21:35:49","slug":"webinario-virusinfosphere","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.net-one.org\/pt-pt\/webinario-virusinfosphere\/","title":{"rendered":"Webin\u00e1rio VirusInfosphere"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.net-one.org\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/virusphere-10-default-1.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-5288\" width=\"584\" height=\"489\" srcset=\"https:\/\/www.net-one.org\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/virusphere-10-default-1.webp 716w, https:\/\/www.net-one.org\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/virusphere-10-default-1-300x251.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><\/figure>\n<p>09.05.2020<\/p>\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><em><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ldgKinLATPM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>VirusInfosphere<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 o t\u00edtulo do primeiro dos tr\u00eas webin\u00e1rios internacionais sobre \u201cInforma\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o em tempos de Covid-19\u201d, promovidos e organizados por NetOne em colabora\u00e7\u00e3o com o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Centro de pesquisa <a href=\"https:\/\/www.sophiauniversity.org\/it\/sophia-global-studies\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sophia Global Studies<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> para os meses de maio e junho de 2020.<\/span><\/em><\/li>\n<\/ol>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como respondeu o jornalismo \u2013 p\u00fablico e privado \u2013 a essa crise? Os tons escandalosos e a espetaculariza\u00e7\u00e3o foram moderados? O trabalho remoto, com menos ader\u00eancia no local, prejudicou a qualidade da comunica\u00e7\u00e3o? \u00c9 poss\u00edvel redescobrir uma maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade, uma maior confian\u00e7a em tempos de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">fake news<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">? Diante \u00e0 complexidade dos problemas, h\u00e1 uma abordagem no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o?<\/span><\/p>\n\n<p>O webin\u00e1rio de 9 de maio procurou luzes ao questionar juntos, jornalistas e docentes, a partir de pontos de observa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1ficos e culturas diferentes, em torno dessas quest\u00f5es.<\/p>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em tempo de crise, h\u00e1 uma maior necessidade de qualidade da informa\u00e7\u00e3o, segundo o <\/span><b>moderador<\/b><\/p>\n\n<p><b>Michele Zanzucchi<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, convencido que \u201cdepois do lockdown, saberemos gerir melhor o nosso mundo informativo e comunicativo, tendo reencontrado o sentido e a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o real, f\u00edsica, e a consci\u00eancia de grandes possibilidades e dos limites do digital\u201d.<\/span><\/p>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para <\/span><b>Riccardo Barlaam, correspondente dos EUA para Il Sole 24 Ore<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, a modalidade e estilo comunicativo do presidente Donald Trump, acostumado ao Twitter muito mais do que \u00e0s cl\u00e1ssicas confer\u00eancias de imprensa matutinas, j\u00e1 mudou radicalmente o trabalho. As afirma\u00e7\u00f5es n\u00e3o fundadas a respeito da crise sanit\u00e1ria implicam o desafio de informar com completude, aprofundando todos os aspectos da not\u00edcia.<\/span><\/p>\n\n<p><b>Do Chile, o jornalista e docente universit\u00e1rio Alberto Barlocci <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">observa \u201cuma maior pesquisa do bem e da verdade e uma difus\u00e3o irrespons\u00e1vel de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">fake news<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, tamb\u00e9m internacional\u201d. Por outro lado, a atual constru\u00e7\u00e3o das escolhas com base a dados e informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o aprofundadas \u00e9 tamb\u00e9m consequ\u00eancia da difus\u00e3o de fortes \u2018fake news\u2019 estabelecida por d\u00e9cadas com base em linhas de pensamento mal fundamentadas, que \u201cdesmantelaram a capacidade de produzir ideias com base no rigor do pensamento\u201d. Um exemplo \u00e9 a teoria de mercado \u201cabsolutamente capaz de resolver todas as crises sem a necessidade de interven\u00e7\u00f5es externas\u201d: essa crise \u201co mercado n\u00e3o poder\u00e1 resolver sem a interven\u00e7\u00e3o multimodal das autoridades p\u00fablicas\u201d. \u201cO desafio para n\u00f3s da m\u00eddia \u00e9 construir um pensamento epistemologicamente s\u00e9rio\u201d. <\/span><\/p>\n\n<p><b>Um \u201cjornalismo dial\u00f3gico\u201d \u00e9 o que espera o professor Pal Toth, h\u00fangaro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, docente do Instituto Universit\u00e1rio Sophia. Trata-se de um modo de gerar informa\u00e7\u00e3o particularmente necess\u00e1rio em cen\u00e1rios cr\u00edticos e em contextos de elevada polariza\u00e7\u00e3o ou complexidade, que requer a escuta e a compreens\u00e3o de todas as partes envolvidas nos fatos e o di\u00e1logo entre profissionais da informa\u00e7\u00e3o como m\u00e9todo de pesquisa da verdade. \u201cO <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">homo sapiens <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o \u00e9 um agente individual. Antropologicamente, a a\u00e7\u00e3o humana requer uma triangula\u00e7\u00e3o: ser dirigida ao mundo e dialogar entre n\u00f3s, colaborando\u201d. A crise da cultura hodierna prov\u00e9m do agir de modo solit\u00e1rio. \u201cDevemos aprender a trabalhar juntos\u201d quando enfrentamos problem\u00e1ticas como aquelas da imigra\u00e7\u00e3o, do aquecimento global ou da Covid, \u201ctriangulando\u201d com a realidade e entre n\u00f3s. Toth refere-se brevemente a tr\u00eas estimulantes iniciativas promovidas por NetOne, a respeito da narra\u00e7\u00e3o das guerras e migra\u00e7\u00f5es e sobre compreens\u00e3o das diversidades culturais entre a Europa ocidental e oriental. Sobre as m\u00eddias sociais, onde s\u00e3o frequentes as \u201cbolhas de interpreta\u00e7\u00e3o\u201d, o desafio \u00e9 ajudar a gerir a diversidade e a acolhida aos outros. Existem exemplos encorajantes, como a rubrica \u201cA Alemanha fala\u201d do jornal di\u00e1rio <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Die Zeit<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que aponta \u00e0 compreens\u00e3o da alteridade.\u00a0<\/span><\/p>\n\n<p><b>A espanhola Ana Moreno descreve o exerc\u00edcio do jornalismo televisivo no seu pa\u00eds<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, nesse per\u00edodo in\u00e9dito. Elemento comum, o despreparo geral ao trabalho em casa, com menores possibilidades de controle. Nos telejornais \u201cprevaleceu o sentido de responsabilidade\u201d e, em particular na m\u00eddia regional, o empenho em oferecer um servi\u00e7o p\u00fablico com \u201cuma abordagem positiva e social\u201d. \u201cDedicou-se mais espa\u00e7o do que nunca \u00e0s boas not\u00edcias\u201d. Em geral, dedicou-se \u00e0 moderar o sensacionalismo e espetaculariza\u00e7\u00e3o nos grandes grupos midi\u00e1ticos. O governo respondeu \u00e0 crise sanit\u00e1ria com um controle de informa\u00e7\u00f5es \u201cpr\u00f3ximo \u00e0 censura\u201d, que provocou protestos populares online.<\/span><\/p>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Da <\/span><b>Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Emmanuel Badibanga <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">faz eco, atestando tamb\u00e9m que prevalece a consci\u00eancia e a vontade do jornalismo ser um servi\u00e7o p\u00fablico, votado a formar e informar, n\u00e3o obstante as prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de trabalho do lockdown e o dif\u00edcil contexto s\u00f3cio-pol\u00edtico e econ\u00f4mico.<\/span>&#13;\n&#13;\n\u00a0<\/p>\n\n<p><b>Tamb\u00e9m o r\u00e1dio teve que se adaptar \u00e0 novidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. A R\u00e1dio Vaticana \u201crevolucionou a programa\u00e7\u00e3o\u201d com o dobro de transmiss\u00f5es jornal\u00edsticas. \u201cEm primeira linha \u2013 viver com a f\u00e9 no tempo de Coronav\u00edrus\u201d. <\/span><b>Fabio Colagrande <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">v\u00ea um aumento do interesse dos ouvintes, que veem no Papa Francisco \u201cum ponto de refer\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 religioso\u201d, em tempos de emerg\u00eancia e suspens\u00e3o. \u201cPor meio das redes sociais pudemos interceptar a necessidade de uma informa\u00e7\u00e3o capaz de criar comunidade, gerar confian\u00e7a e dar esperan\u00e7a\u201d em alternativa \u00e0quela friamente estat\u00edstica, alarmista ou sensacionalista. \u201cAlgu\u00e9m nos dizia: \u2018Eu escuto voc\u00eas porque fazem uma leitura construtiva, aberta ao futuro\u2019\u201d. A impossibilidade de um trabalho de campo potencializou as pesquisas na Web e deixou tempo ao est\u00fadio e \u00e0 reflex\u00e3o; um servi\u00e7o de qualidade foi poss\u00edvel somente gra\u00e7as ao \u201ccapital humano de conhecimento direto acumulado em d\u00e9cadas de trabalho\u201d. \u201cN\u00e3o contar a partir da experi\u00eancia vivida, mas s\u00f3 da mesa, \u00e0 dist\u00e2ncia, \u00e9 algo insustent\u00e1vel\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio um jornalismo que mostre as posi\u00e7\u00f5es alternativas ao bipolarismo for\u00e7ado do Facebook. As redes sociais podem ser tamb\u00e9m \u201cum est\u00edmulo\u201d porque obrigam a \u201cum aprofundamento, a uma clareza e uma capacidade de s\u00edntese que talvez n\u00e3o t\u00ednhamos espontaneamente\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n\n<p><b>Rom\u00e8 Vital fala do contexto asi\u00e1tico<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, onde culturalmente se assume uma atitude de submiss\u00e3o ante as autoridades e s\u00f3 num segundo momento s\u00e3o questionadas. Isso se reflete na comunica\u00e7\u00e3o governamental, que \u201ctende a gerir e, \u00e0s vezes, a controlar a informa\u00e7\u00e3o\u201d por motivos de ordem p\u00fablica. No caso das Filipinas, em tempos de Covid, h\u00e1 uma sede intensa de informa\u00e7\u00f5es\u201d nas pessoas que apelaram a outras fontes para preencher a lacuna de informa\u00e7\u00f5es\u201d deixada pelas institui\u00e7\u00f5es. Elas tamb\u00e9m se viam como comunicadoras heroicas na m\u00eddia independente. A maior rede de televis\u00e3o foi ofuscada pelo governo, mas, com o consequente clamor de tantos filipinos, continuou a transmitir online, produzindo conte\u00fados retransmitidos de outras redes locais.\u00a0<\/span><\/p>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Da <\/span><b>Argentina, Marita Sagardoyburu<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, da r\u00e1dio p\u00fablica nacional, sublinhou a import\u00e2ncia do \u201cdi\u00e1logo consigo mesmo\u201d para manter a liberdade de consci\u00eancia, aprendendo a individualizar as margens dentro das quais se mover, tendo que seguir as diretivas dos superiores que, \u00e0s vezes, podem ser n\u00e3o t\u00e3o independentes do poder pol\u00edtico.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>09.05.2020 Como respondeu o jornalismo \u2013 p\u00fablico e privado \u2013 a essa crise? Os tons escandalosos e a espetaculariza\u00e7\u00e3o foram moderados? 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